Em contraste à urgência da população que necessita de assistência social na Saúde, a burocracia e a fragmentação entre diferentes órgãos públicos e serviços torna complicada a busca por auxílio. Para qualificar e tornar mais resolutivos os atendimentos, a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, organizou um grupo de trabalho com as profissionais da área.

Reunião nesta quarta-feira (6), na sede da secretaria, contou com a presença de sete assistentes sociais. Luana Brandão, integrante da equipe, acredita que o resultado imediato do novo espaço de discussões é o fortalecimento do próprio serviço, repercutindo no usuário.

“Já estamos empenhadas na revisão de fluxos e processos de trabalho. Também acreditamos que podemos encontrar soluções dialogando com outros serviços, outras instituições que também participam para que a necessidade da população seja atendida”, disse.

Assim como em outras áreas, na Saúde existem compromissos que são específicos do Estado, outros do município. O problema é quando, em vez de redes, existe fragmentação. A ausência de articulação pode confundir muitos usuários e provocar idas e vindas a diferentes órgãos públicos.

Atualmente, a Secretaria Municipal da Saúde dispõem do serviço social para dispensar fórmulas alimentares, suplementos, fraudas geriátricas, vale-transporte social, regulação de transporte de pacientes em Marília e TFD (Tratamento Fora de Domicílio – outros municípios), além de atendimento em unidades especializadas como o Caps (Saúde Mental) e SAE (IST/Aids).

MAIS GENTE, MENOS PAPEL

Orientar usuários, receber pedidos, juntar e analisar documentos (incluindo laudos), tramitar e dar fluxo à papelada são etapas que antecedem a concessão da maioria dos benefícios, sob a perspectiva do serviço social. Mesmo após a dispensação do produto ou execução do serviço, ainda existem documentos que exigem atenção dos assistentes sociais.

Ruídos na comunicação ou “emaranhado” de serviços/instituições envolvidas podem fazer com que o usuário caminhe de um lado para o outro, com sensação de morosidade. A sonhada desburocratização depende de diálogo, inteligência logística e conscientização sobre a importância de mudanças em normas, regulamentos e até legislações.

Conforme o coordenador de serviços administrativos da Secretaria Municipal da Saúde de Marília, Antônio Roberto Ruiz, os encontros serão periódicos. “Junto com os usuários, somos os principais interessados em um atendimento mais objetivo e resolutivo”, finalizou o coordenador.

 

 

 

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