Aumenta número de empresas que não contratam fumantes no Japão

Muitas empresas japonesas estão deixando de contratar trabalhadores fumantes. A medida faz parte da ênfase que se tem dado à saúde dos empregados, limitando a exposição ao tabagismo passivo e melhorando a produção, ao eliminar os famosos “intervalos para fumar”. A informação é do jornal Yomiuri. 

“Combater o tabagismo é um meio pelo qual as empresas podem se refazer”, disse Yasuhiro Oba, presidente da Sompo Japan Nipponkoa Himawari Life Insurance, após a cerimônia de inauguração de um consórcio corporativo para reduzir o tabagismo realizado em Tóquio no mês passado. Mais de 20 empresa participaram da iniciativa. 

A Sompo intensificou a promoção de um serviço de seguro que ajuda os segurados a manter uma boa saúde, ao mesmo tempo em que se recusam a contratar novos licenciados que fumam para a sua entrada na primavera de 2020. 

Os executivos da empresa e outros em cargos de alto nível também devem assinar um documento declarando que “não fumarão durante o horário de trabalho” antes de assumir seus postos.
A Hoshino Resorts Inc., da mesma forma, requer dos recrutados que assinem um termo assumindo o compromisso de não fumar depois de ingressar na empresa.

A Rohto Pharmaceutical Co. busca eliminar todo o fumo no trabalho entre os funcionários até 2020. O fenômeno chegou também às universidades, como a de Nagasaki, que não contratará ninguém que fuma, para proteger os estudantes e outros membros da instituição. 

A universidade pergunta aos novos candidatos se eles fumam. Se a resposta é sim, eles serão contratados somente se prometerem encerrar o vício. 
A Universidade de Oita também decidiu dar preferência aos professores não fumantes. 
Enquanto as empresas são proibidas de discriminar candidatos baseado em sexo ou em suas limitações físicas, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão informou que tais proibições não se aplicam a fumantes. 

A Pfizer Japan Inc. adotou uma abordagem cautelosa antes de alterar suas políticas de contratação, primeiro consultando seus advogados. Depois de concluir que uma política para não contratar fumantes era relevante para suas atividades comerciais, a Pfizer deixou de contratar, no mês passado, trabalhadores em meio de carreira que fumam. 

A empresa parou também de promover trabalhadores contratados como funcionários regulares se eles fumam, e decidiu não contratar novos graduados que fumam já visando a primavera de 2020.

De acordo com o advogado Yujiro Yoshimura, especializado em temas trabalhistas, as companhias têm direito de escolher seus funcionários e continuarão atuando contra os fumantes, especialmente com a opinião pública ao seu lado. No entanto, ele alertou que “as empresas podem estar exagerando se suas regras se aplicarem ao tempo pessoal dos funcionários, isto é, além do horário de trabalho”.

FONTE : ALTERNATIVA ON LINE

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