Cidade em Ibaraki gera revolta por negar que bullying causou suicídio de menina de 15 anos

O Comitê de Educação da cidade de Toride (Ibaraki) organizou uma reunião com a comunidade escolar no sábado (22), para pedir desculpas sobre a forma como a investigação do caso de suicídio de uma adolescente foi conduzida há quase quatro anos.

Segundo reportagem da emissora NHK, em novembro de 2015, uma menina de 15 anos, estudante do 3° ano de uma escola ginasial, cometeu suicídio dentro de casa. A estudante deixou um bilhete que dizia que não queria sofrer ijime (bullying).

Apesar das evidências, o Comitê de Educação na época iniciou uma investigação partindo da premissa de que a menina não tinha sofrido bullying. 

O caso gerou revolta e os pais da vítima solicitaram uma investigação pela província, que reconheceu em março deste ano, em relatório oficial, que houve relação direta entre o bullying e o suicídio e que o

Comitê de Educação não cumpriu o seu papel.
A reunião de sábado contou com a presença de 60 pessoas, entre os pais da vítima, estudantes que foram colegas dela e seus responsáveis. Os representantes do

Comitê reconheceram o erro, pediram desculpas e disseram que, na época, a consciência deles com relação a lei de prevenção ao bullying era “fraca”.

A desculpas, no entanto, não convenceram os pais da menina. Em reportagem para a Nippon TV, tanto o pai quanto a mãe mostraram revolta. 

“Eles não mudaram. Não mudaram nem um pouco. Estou decepcionado”, desabafou o pai. “Eu gostaria de saber quem é que está sendo punido. Não é estranho que ninguém seja responsabilizado?”, questionou a mãe.

O Comitê afirmou que irá considerar as opiniões e questionamentos feitos durante a reunião e que irá bolar um plano preventivo, para evitar futuros erros na condução de investigações, bem como para evitar novos casos de suicídio entre estudantes.

FONTE : ALTERNATIVA ON LINE

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