Comerciantes lamentam prejuízos e aguardam abertura; entidades protocolam mandado de segurança

Comerciantes de diferentes setores em Marília já contabilizam os prejuízos causados pelo decreto que fechou o comércio em todo Estado desde o dia 21 de março como medida de contenção da pandemia do novo coronavírus. Entidades que representam o comércio protocolaram ontem na Justiça mandado de segurança coletivo pedindo a flexibilização do decreto e a abertura do comércio.

A ação é proposta pela Acim (Associação Comercial e Industrial de Marília),  SinHores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Similares de Marília), Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Sincomércio (Sindicato do Comércio de Marília) e Associação dos Feirantes.

Muitos comerciantes acreditam que é possível reabrir as lojas seguindo as normas determinadas pelos serviços de Saúde para prevenção ao coronavírus. O empresário José Raimundo Azevedo, da JR Presentes, defende a reabertura das lojas tomando medidas de precaução em relação ao coronavírus.

“Será que somente os supermercados conseguem? Todos sabemos fazer. Para nós está impactando muito e vamos pagar uma conta muito alta por isso. Da forma como fizeram nas feiras livres, com o distanciamento responsável, é possível. Vejo que o segmento produtivo do comércio deveria estar funcionando também”, disse.

Segundo o José Raimundo Azevedo, que mantém três lojas e 22 funcionários, a situação está muito difícil, já que as vendas pela internet não representam nem 10% do volume de vendas da empresa. O empresário afirma que o fechamento do comércio de Marília impacta não somente a cidade mas toda região, que recebe diariamente grande número de consumidores de cidades como Garça, Pompeia e Vera Cruz.

OFÍCIO AO GOVERNADOR

As entidades que representam o comércio, além de entrar com mandado de segurança na Justiça, também encaminharam ofício ao governador João Doria e ao prefeito Daniel Alonso, propondo medidas de flexibilização do decreto.

Entre as medidas que devem ser adotadas seguindo as orientações do Ministério da Saúde, as entidades do comércio sugeriram ao prefeito a obrigatoriedade de máscaras pela população, o que se tornou obrigatório através de decreto publicado no último sábado.

No ofício encaminhado ao governador Doria, os dirigentes  afirmam considerar comunicado do Ministério da Saúde autorizando a flexibilização das regras de isolamento horizontal em municípios nos quais os pacientes de Covid-19 não estejam utilizando mais de 50% da capacidade instalada do sistema de saúde.

O ofício afirma ainda que há ‘concentração desordenada de pessoas verificada em diversos estabelecimentos comerciais de setores essenciais autorizados a funcionar’ e com isso propõe o estudo de adoção o mais breve possível de medidas de flexibilização responsável das regras de isolamento horizontal vigentes.

Entre as medidas propostas pelos representantes do comércio estão, manutenção do isolamento social para os grupos de risco, idosos e portadores de doenças pré-existentes; normatização do uso de máscaras pela população sempre que estiverem fora de casa, com especial atenção ao transporte público; adesão obrigatória de todas as empresas através do site da prefeitura à autorização digital automática de protocolo sanitário de abertura, com regras para proteção da saúde de consumidores e colaboradores.

O ofício propõe a flexibilização para todos os estabelecimentos de alimentação e prestação de serviços e sugere que permaneçam fechadas demais atividades não essenciais determinadas pelo decreto estadual como: escolas, faculdades, eventos particulares (festas), academias de ginástica), cinemas, teatros, eventos, clubes de lazer, oficinais sociais e culturais e eventos esportivos.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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