“Em uma semana perdemos Moro e Mandetta. Infelizmente, quem paga a conta é a população”

Logo após o anúncio da saída de Sérgio Moro, ex-juiz e principal nome da Operação Lava Jato, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na última sexta-feira (24) o dólar disparou e chegou a ser cotado acima de R$ 5,71. A alta bateu cerca de 3% no dia e de quase 42% no ano. O Ibovespa, a Bolsa de Valores brasileira, chegou a cair 9%.

Esta é a segunda vez que o mercado brasileiro despenca em pouco tempo, já que recentemente o governo Bolsonaro sofreu reações negativas com a saída de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde em meio a pandemia causada pelo coronavírus.

Segundo o ex-ministro Sérgio Moro, que permaneceu no cargo por um ano e quatro meses, sua demissão foi motivada pela decisão do Presidente de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto por Moro. A Polícia Federal é vinculada à pasta da Justiça.

Para o vereador Zé Luiz Queiroz, o presidente Bolsonaro tem a frente grandes desafios, tanto na administração de seu governo, quanto na rápida apresentação de soluções nas áreas da saúde e da economia.

“A saída de Moro representa uma grande perda para o governo Bolsonaro, já que o Presidente contou bastante com a popularidade do ex-juiz. Além de ter feito um trabalho brilhante na Operação Lavo Jato, Moro representava a luta contra a corrupção. Este símbolo era fundamental para a credibilidade das ações do governo federal, que já vinha sofrendo queda de popularidade principalmente após a saída de Mandetta do Ministério da Saúde. Essa crise agrava-se em uma época de coronavírus e recessão econômica”, comentou Zé Luiz.

O vereador lembrou que a grande preocupação dos economistas no momento é o isolamento do Executivo em meio aos problemas ligados à pandemia causada pelo COVID-19.

“A perda de dois importantes ministros mais o anúncio do governo nesta semana de um pacote de medidas para a retomada do crescimento do país sem a participação da equipe econômica pega muito mal para os investidores, aumentando, se é que é possível, ainda mais a crise econômica no país”, disse Queiroz.

Na análise do vereador, o governo Bolsonaro tem se auto sabotado, criando crises desnecessárias em um momento delicado da economia global e da crise na área da saúde. “O erro de Bolsonaro é a soberba, já que em seu pronunciamento na tarde de sexta disse que deixaria a presidência se tivesse que se submeter a qualquer subordinado. Já vimos esse filme. Dessa forma, o fim do governo tem se revelado um cenário cada mais possível”, falou o vereador.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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