Espanha proporcionará ajuda psicológica aos profissionais de saúde

Os hospitais da região da Catalunha, na Espanha, criaram telefones e redes de atendimento para ajudar os profissionais de saúde com a pesada carga emocional da pandemia da Covid-19, procurando evitar no futuro um possível stress pós-traumático.

No entanto, a saturação hospitalar devido ao número crescente de pacientes dificulta muitos deles terem tempo para usar esses mecanismos.

A Espanha registra um total de 102.136 infectados e 9.053 mortes por conta do novo coronavírus, de acordo com dados da quarta-feira, e 5.872 pacientes estão em tratamento intensivo.

Dos infectados, mais de 14% são profissionais de saúde, devido em parte à falta de equipamento de proteção suficiente nos hospitais.

O objetivo do cuidado emocional é ajudar a “curar aqueles que curam”, um grupo que “está recebendo enorme pressão” e até mesmo “intervenções de emergência” são planejadas pessoalmente ou por telefone, explicou o presidente da Sociedade Catalã de Psiquiatria e Saúde Mental, Narcís Cardoner.

Além disso, o trabalho será feito com os profissionais de saúde de forma preventiva durante seus períodos de descanso, para que eles aprendam “a se proteger emocionalmente”.

Entre as situações que mais causam estresse, segundo os especialistas, estão a carga de trabalho, as decisões difíceis que devem ser tomadas na triagem dos pacientes, a insegurança de assumir papéis que não estão acostumados e o medo de infectar seus parentes quando voltam para casa devido à sua enorme exposição ao vírus.

Quim Soler, psicólogo do Hospital Sant Pau, em Barcelona, explicou à Agência Efe que é “importante” que os profissionais de saúde adquiram bons hábitos para lidar com a carga, como se preparar mentalmente antes de começar o dia, passar tempo em equipe durante pequenos intervalos e evitar fale sobre trabalho, e também cuidar do corpo e da mente, comer uma dieta adequada e evitar o álcool.

Óscar Martínez, enfermeiro membro da Sociedade Catalã de Medicina Intensiva e Crítica, destacou que, embora “seja verdade que estamos obtendo recursos psicológicos, eles não são um apoio suficiente” e destacou a rede de apoio existente entre os colegas profissionais de saúde.

FONTE : EFE BRASIL

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