Estagiários estrangeiros dizem que foram obrigados a fazer hora extra por ¥300 no Japão

Um grupo de 16 estagiários estrangeiros foi convocado pelos partidos de oposição ao governo no Parlamento, no momento em que os legisladores discutem um projeto do primeiro-ministro Shinzo Abe que libera a entrada de mais trabalhadores a partir de abril de 2019, informou o Tokyo Shimbun nesta sexta-feira (9).
Os estagiários reclamaram de abusos no trabalho, incluindo assédio moral e baixos salários. A oposição, que é contra a votação apressada do projeto do governo, quer mostrar que o aumento do número de trabalhadores estrangeiros sem uma regulamentação definida poderia resultar em problemas empregatícios.
Uma chinesa contratada por uma fábrica do setor têxtil disse durante o encontro, na quinta-feira, que trabalhava até 16 horas por dia e que era obrigada a fazer horas extras recebendo apenas ¥300.
Uma outra chinesa relatou que tentou cometer suicídio pulando de um prédio porque era ignorada na fábrica de papel onde trabalhava, em Shizuoka. “Atualmente, estou fazendo um tratamento contra depressão”, disse.
Um vietnamita disse que veio ao Japão com a intenção de aprender técnicas japonesas de construção, mas foi enviado para fazer limpeza perto da usina nuclear de Fukushima, em um trabalho ilegal para estagiários.
O governo quer que o Parlamento aprove o projeto rapidamente para que os trabalhadores estrangeiros possam entrar no país a partir de abril, mas a oposição está cobrando explicações mais detalhadas sobre os vistos e outros itens da medida.
Os projetos apresentados pelo governo normalmente são aprovados no Parlamento porque o Partido Liberal Democrata (PLD), de Abe, detém a maioria dos assentos juntamente com os aliados.
FONTE : ALTERNATIVA ON LINE
   

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