Ex-comandante da PM, Marcos Boldrin filia-se ao PP e surge como pré-candidato a prefeito

Após receber o convite de oito partidos políticos, o ex-comandante do 9º BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior), coronel Marcos Boldrin, 50, filiou-se ao PP (Progressistas) e surge como pré-candidato a prefeito na eleição municipal de outubro próximo.

Com uma carreira militar impecável – formado pela Academia Militar do Barro Branco e assumindo cargos importantes como chefe de Divisão de Imprensa do Comando Geral da PM, Boldrin também é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Unimar (Universidade de Marília) e é pós-graduado em Segurança Pública com Elementos de Arquitetura e Urbanismo pelo Centro de Estudos da Polícia Militar.

“Marília passa por uma transição e precisa de mudanças. Cumpri com o meu papel na carreira militar e posteriormente tenho prestado consultorias. Aceitei o convite do PP por conta do projeto sólido apresentado a mim e o fato do partido estar se estruturando regionalmente. Foi tudo olho no olho. Acredito que tenha algo para contribuir com Marília e sozinho sei que não faço nada. Ainda não foi decidido em relação a candidatura, mas pode ter certeza que quero ajudar da melhor forma”, enfatizou Boldrin.

Ao participar de reuniões do Codem (Conselho Municipal do Desenvolvimento Estratégico de Marília) e se inteirar sobre as demandas existentes no município, o militar destaca que a falta de diálogo na política chama a atenção dele. “A máquina pública está comprometida com os serviços de rotina. Dá para trabalhar melhor as demandas que as pessoas precisam. A ideia é articular estas frentes e ver o que cada um tem para a cidade. É preciso priorizar Educação, Saúde, Infraestrutura e Segurança Pública”.

Boldrin acredita que a eleição municipal deste ano deva ser atípica, até pelo momento vivido de enfrentamento à Covid-19 (Coronavírus). “Para se pensar em qualquer plano de governo, será necessário analisar os impactos trazidos por este momento em que a economia está parada. De uma hora para outra surgiu a pandemia e atores neste cenário político, o que pode mudar o rumo do pleito de outubro”.

Até mesmo a polarização existente em eleições anteriores pode não acontecer neste novo cenário e candidatos com menor rejeição perante à população acabar levando vantagem na corrida eleitoral.

Como a eleição majoritária, para os cargos de prefeito e vice, ainda permite alianças partidárias, o PP pretende compor uma coligação forte para a eleição de 4 de outubro, mesmo que ainda não tenha anunciado pré-candidaturas. Inclusive, a sigla não fala em ser terceira via e também não descarta possíveis alianças com grupos políticos já estabelecidos da cidade, seja da situação ou da oposição. “Acredito que o diálogo deva prevalecer e é exatamente isso o que vamos buscar para o bem de Marília”, finalizou Boldrin.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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