Financiamento sustentável para suíno e avicultura são temas de workshops em Brasília

A parceria WWF-Brasil e Banco do Brasil realizou mais dois eventos de sucesso em Brasília, nos dias 5 e 12 de junho, com atores do agronegócio. O workshop Diálogo sobre Diretrizes de Sustentabilidade para Commodities chegou à sua 7ª e 8ª edição com os temas Suino e Avicultura.

Antes destas edições, os temas Soja, Milho, Arroz, Eucalipto, Algodão e Café já haviam sido discutidos. O objetivo dos encontros é discutir critérios socioambientais para o fornecimento de crédito pelo Banco do Brasil, como forma de minimizar os impactos socioambientais.

Para auxiliar na discussão, todos os workshops utilizaram a metodologia Supply Risk Analysis(SRA), desenvolvida pelo WWF Estados Unidos. Por meio da SRA, que dispõe de mais de 40 fatores, é possível mapear e identificar os riscos socioambientais e as possíveis soluções relacionadas a cada um deles.

Arthur Ferreira, assessor de agronegócio do BB, participou pela primeira vez de um evento deste tipo no workshop da Suinocultura, no dia 12, e disse que gostou de como a metodologia pode auxiliar a atuação da instituição financeira.

“O BB quer ser parceiro do agricultor e do criador de animais, então precisamos ter esse contato com os diferentes atores da cadeia para ter uma visão mais ampla de entendimento e conseguir atuar da melhor forma”, comentou.

Cada workshop contou com a participação de cerca de 15 pessoas, que discutiram riscos relacionados a: bem-estar animal, rastreabilidade da cadeia, emissões de Gases de Efeito Estufa por origem de matéria orgânica, concentração da produção por região geográfica, cobertura negativa da mídia, ativismo negativo de grupos militantes, clima severo, consumo de água, infraestrutura e transporte.

“Eu já conhecia a literatura sobre a metodologia, mas é a primeira vez que estou colocando em prática. Está sendo muito interessante conhecer mais a fundo para poder levar aos nossos associados como base de conhecimento”, comenta Cynthia Zanuzzi, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participou dos dois eventos.

“Acho louvável o BB fazer esse tipo de diálogo com diversos agentes, construindo de forma conjunta o conhecimento. Muito interessante”, afirma Cecilia Mendes, da Korin, que esteve no workshop da Avicultura, no dia 6. Paulo Oliveira, da Embrapa, estava no mesmo evento e acrescentou: “No Brasil deveria ter mais eventos assim, para que os indicadores fossem desenvolvidos com mais credibilidade, com a participação de especialistas”.

“Gostei muito de participar. Saí com certeza com uma perspectiva da que entrei. Uma fala de Gandhi que acho que reflete bem esse trabalho é ‘a grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados’”, disse Rodrigo Almeida, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que participou do workshop sobre Suinocultura.

Banco do Brasil e a Economia Verde

O Banco do Brasil, como o banco do Agronegócio, tem um papel fundamental em equilibrar a expansão da produção e consumo de commodities ao mesmo tempo em que promove o uso eficiente e responsável dos recursos naturais.

Para isso, a instituição financeira é parceira do WWF-Brasil há mais de sete anos e busca fomentar cada vez mais essa relação entre negócios e natureza por meio de mecanismos de gestão de riscos e novos negócios em Economia Verde.

Os próximos workshops temáticos acontecerão no segundo semestre, em São Paulo, e abordarão os temas da Pecuária de corte e do Leite.
FONTE ; WWF BRASIL

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