Governo poderia deixar de aceitar trabalhadores estrangeiros para não prejudicar japoneses, diz ministro

O Japão poderia deixar de aceitar trabalhadores estrangeiros sob um plano proposto pelo governo se uma recessão econômica ou outros fatores trouxessem um fim previsível à escassez de mão de obra, disse o ministro da Justiça, Takashi Yamashita, na segunda-feira (5).
“Nós deixaríamos de aceitá-los para não afetar o emprego de cidadãos japoneses”, disse Yamashita durante uma reunião do Comitê de Orçamento do Parlamento.
Os comentários do ministro, no entanto, provocaram reação dos legisladores de oposição. Eles argumentaram que mesmo que a aceitação dos trabalhadores estrangeiros fosse interrompida, aqueles que já haviam entrado no Japão não poderiam ser subitamente expulsos do país.
Sob a proposta de revisão da lei de controle de imigração, os ministros encarregados de supervisionar os setores em que trabalhadores estrangeiros serão aceitos poderiam pedir ao Ministro da Justiça que pare temporariamente de emitir vistos de residência de trabalhadores estrangeiros depois que as necessidades de mão de obra forem atendidas nesses campos. O ministro da Justiça poderia então implementar uma suspensão da certificação.
No entanto, um dos novos status de residência recentemente propostos, seria válido por até cinco anos. A parlamentar de oposição Renho (Partido Constitucional Democrático do Japão), secretária-geral da Câmara Alta, argumentou no Comitê de Orçamento: “Se houver estrangeiros com períodos longos de trabalho, isso afetaria a contratação de japoneses”.
O ministro da Revitalização Econômica, Toshimitsu Motegi, evitou dizer durante a sessão do Parlamento exatamente quantos trabalhadores estrangeiros entrariam no Japão sob a proposta de revisão. “Vamos analisar a questão, olhando em torno de cinco anos para indústrias que ainda sofrem com a falta de trabalhadores após a participação das mulheres na força de trabalho e a utilização de idosos e implementação de novas tecnologias”, afirmou.
Yamashita pediu que o projeto seja aprovado em um estágio inicial para que as medidas entrem em vigor em abril do próximo ano, afirmando que os atrasos “podem afetar dezenas de milhares de empresas que pensam em empregar estrangeiros”.
FONTE : ALTERNATIVA ON LINE
   

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