Juiz dá liberdade condicional à mãe que não impediu marido de matar filha em Chiba

Uma mulher de 32 anos foi condenada nesta quarta-feira a 30 meses de prisão por não ter impedido seu marido de bater na filha do casal até a morte em Noda (Chiba), informou a emissora NHK.

No entanto, o juiz Kenji Koike, do Tribunal Regional de Chiba, concedeu a ela liberdade condicional vigiada por cinco anos.

Nagisa Kurihara foi julgada por cumplicidade no caso em que o marido Yuichiro, 41 anos, causou a morte da filha Mia em janeiro deste ano. Ela tinha 10 anos quando faleceu no ofurô (banheira) da casa da família, depois de ter sido obrigada a tomar banho frio em pleno inverno.

O Tribunal considerou que Nagisa não denunciou as agressões do marido contra a filha e seguiu suas instruções para não alimentá-la.

“Ela era a única pessoa que poderia ter oferecido ajuda (para Mia), mas em vez disso, favoreceu seu marido”, disse o juiz.

Mas o juiz reconheceu que a mãe também havia sofrido abuso do marido, o que pode ter motivado a concessão da liberdade condicional vigiada, somado ao fato dela ter alegado que sofria de transtorno bipolar e depressão pós-parto.

Segundo o processo judicial, Yuichiro vivia maltratando a filha, alegando que seus atos serviam para educá-la e discipliná-la.

Ele está sendo julgado em separado.
Conselho Tutelar

Antes de tudo acontecer, Mia foi devolvida à família pelo Conselho Tutelar, apesar de haver suspeita de abuso sexual contra ela.

A menina teria dito a autoridades do Conselho Tutelar, em 2017, quando estava sob custódia do órgão, que seu pai a acordou durante a noite e puxou sua calcinha para baixo.
Segundo os jornais Yomiuri e Mainichi, a menina tentou puxar a calcinha para cima, mas o pai a ameaçou, tapando a boca o nariz dela com a mão.

Na época, um médico que examinou a menina disse que havia indícios de abuso sexual e o Conselho Tutelar foi notificado, mas mesmo assim o órgão interrompeu a custódia e a devolveu para os pais. 

O caso revelou uma aparente falta de coordenação entre as autoridades sobre a situação das crianças vítimas de abuso em casa.

FONTE : ALTERNATIVA ON LINE

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