Luis Kiari abre a porteira do sertão em disco gravado com o toque da viola caipira de Chico Lobo

Luis Kiari compõe desde 2004, ano em que finalizou a música Terra ardente. Cinco anos depois, em 2009, já ganhou projeção nacional como compositor quando Maria Gadú incluiu a canção Linda rosa, parceria de Kiari com Gugu Peixoto, no primeiro álbum da artista, abrindo caminho para que Kiari se lançasse como cantor no álbum Três (2016).

Decorridos dez anos do aval de Gadu e três da edição deste disco solo inicial, o artista paraibano apresenta o segundo álbum, De dentro. O álbum sai por gravadora, Kuarup, identificada com os sons dos Brasil rural.

É para dentro desse Brasil que o também violonista Kiari lança um olhar poético do sertão neste álbum interiorano em que o som da viola caipira – no caso, tocada pelo exímio violeiro Chico Lobo – sobressai nos arranjos de músicas como Francisco, O sertão e Tantos.

A propósito, pelo fino tecido melódico, Francisco se impõe como o maior destaque de safra autoral que abrange composições como Da porta e a bela Sempre que eu canto chove, parcerias de Kiari com Nuria Mallena e Matheus Von Kruger, respectivamente.

O álbum De dentro tem a participação de Nando Cordel, parceiro e convidado de Kiari em A paz de esperar.

No disco, Luis Kiari abre a porteira do grande sertão nacional com a vivência de quem tomou contato com a música na infância, através do pai, trabalhador da zona rural da cidade de Campina Grande (PB).

Anunciado em novembro de 2017 com a edição do single Hoje é noite sem luar, o álbum De dentro já teve outras faixas paulatinamente lançadas na web. A novidade é a edição em CD, valorizada pelas xilogravuras da capa e do encarte do disco produzido por Ricardo Gomes.

Aliás, Vito Quintans assina o projeto gráfico do álbum De dentro, disco que mostra que a terra ainda arde na arte de Luis Kiari.

FONTE : G1

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