MARÍLIA TERÁ VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA A PARTIR DE 15 DE SETEMBRO

Para cães e felinos, a primeira dose da vacina é indicada a partir dos três meses de idade

A Divisão de Zoonoses, órgão da Secretaria Municipal da Saúde de Marília, definiu para o próximo dia 15 de setembro o início da 39ª Campanha de Vacinação Antirrábica de Cães e Gatos na cidade. A imunização acontece em frente a unidades de saúde, diante de escolas e outros locais estratégicos selecionados pelos técnicos. Os pontos serão divulgados em breve.

Para cães e felinos, a primeira dose da vacina é indicada a partir dos três meses de idade. A dose de reforço deve ser administrada entre 30 e 45 dias após a dose inicial. A revacinação periódica deve ser anual, o que pode ser feito nas campanhas públicas.

Como ocorre tradicionalmente para dar mais oportunidades à população, a campanha acontecerá em etapas, aos sábados, com duração aproximada de um mês. Previsão é que a ação comece pela zona norte, seguida de leste/oeste e posteriormente região sul.

O centro será atendido nos locais mais próximos e os distritos terão calendário especial para imunização. Escolas, praças, igrejas e outros locais de grande circulação serão pontos de referência para a população.

PÚBLICO-ALVO

Levantamento da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo estima que o número de animais em um município deve considerar a proporção de 1/4 e 1/16 na relação cão/habitante e gato/habitante, respectivamente.

Com base nessa fórmula, Marília pode ter até 74 mil animais, entre cães e gatos. A meta é imunizar 80% desse total, indicador que tem sido comprometido pelos inúmeros “mitos“ e “correntes” que circulam em redes sociais.

A veterinária Ticiana Donati dos Reis afirma que é preciso ter responsabilidade. “A doença é uma realidade e seus riscos estão cada vez mais iminentes, porque muitas pessoas deixaram de imunizar, por preferir acreditar em boatos do que na ciência”, disse.

Ela explica que a raiva é uma doença infecciosa que ainda mata humanos. No mundo ocorrem cerca de 70 mil mortes por ano. É transmitida apenas por mamíferos, através da mordida do animal infectado com o vírus do gênero Lyssavirus. Na região de Marília, há registros em bubalinos e equinos, infectados por morcegos hematófagos.

Ticiana cita que o último caso de raiva canina na cidade foi notificado em setembro de 2000. O intervalo de 18 anos sem nenhum caso decorre das ações que incluem a campanha de vacinação. Por isso a importância de levar o animal de estimação para aplicação da dose.

  

 

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