Partiu de deputado do PSL pedido que expôs fragilidade do governo em convocação de ministro da educação

Além de ter sofrido uma derrota com a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para falar no plenário da Câmara na tarde desta quarta (15), o governo foi exposto com o placar de 307 a 82, após um pedido de contagem dos votos. Esse constrangimento, porém, partiu de um deputado do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Os deputados já tinham avalizado de forma simbólica o requerimento para convocar Weintraub a falar, quando o deputado Filipe Barros (PR) solicitou uma verificação de votos. Assim, passou-se a uma votação nominal e chegou-se ao resultado que escancarou, mais uma vez, a fragilidade da base governista. No momento, Barros estava no papel de líder do PSL.

A reportagem procurou o deputado e também o líder da legenda na Casa, Delegado Waldir (GO), mas ainda não obteve retorno. O Palácio do Planalto nega qualquer orientação para que os deputados pedissem uma verificação da votação, reconhecendo que a derrota já era certa.

Essa não é a primeira vez que PSL e Planalto se desencontram. Semana passada, na votação da Medida Provisória 870, uma outra derrota significativa que o governo sofreu, os deputados da base não concordaram com a orientação que receberam de ministros palacianos. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ligou a parlamentares e pediu que “deixasse passar” o texto no plenário da forma como foi aprovado na comissão especial, para evitar que a MP perca a validade. Foi desobedecido.

Oitiva

Abraham Weintraub foi convocado para explicar os cortes orçamentários no ensino superior. No fim da manhã desta quarta, os líderes se reuniram e definiram as regras da audiência da tarde: cada líder terá e até 25 deputados poderão fazer perguntas ao ministro; cada deputado terá 3 minutos para falar, líderes poderão falar por até 5 minutos.

Nesta quarta-feira (15), há manifestações contra os cortes na educação em todos os estados e no Distrito Federal. Em Brasília, conforme informações da Polícia Militar, ao menos seis mil pessoas caminharam pela Esplanada dos Ministérios em protesto. Algumas pessoas da organização falaram em 15 mil.

FONTE : CONGRESSO EM FOCO (UOL)

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