Subsidiária da JBS nos EUA faz acordo em processo de fixação de preço; vendas da Moura Dubeux sobem 50% no 4º tri e mais

O noticiário corporativo tem como destaque o acordo da Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, e a Tyson Foods anunciaram na segunda-feira acordo para encerramento de processo em que um grupo de compradores de carne de frango acusava ambas de violarem a lei de defesa da concorrência dos Estados Unidos ao inflarem os preços dos produtos.

A incorporadora pernambucana Moura Dubeux registrou vendas de R$ 305 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2019.

Já o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg. Confira mais destaques:

Marfrig (MRFG3)
A Marfrig anunciou na segunda-feira início de ofertas de compra em dinheiro de até US$ 1,25 bilhão em títulos com vencimentos em 2024 e 2025. As ofertas expiram em 8 de fevereiro e estão condicionadas “à conclusão em termos satisfatórios à Marfrig, de uma oferta de notas sênior”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

JBS (JBSS3)
A Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, e a Tyson Foods anunciaram na segunda-feira acordo para encerramento de processo em que um grupo de compradores de carne de frango acusava ambas de violarem a lei de defesa da concorrência dos Estados Unidos ao inflarem os preços dos produtos.

A Pilgrim’s Pride vai pagar US$ 75 milhões para encerrar as queixas de compradores que adquirem produtos diretamente da empresa. O valor a ser pago pela Tyson não foi revelado. Nenhuma das empresas admitiu responsabilidade nas acusações. Ambos os acordos precisam ser aprovados por um tribunal em Chicago.

Os acordos não afetam as queixas de compradores “indiretos”, que incluem redes como Chick-fil-A, Kroger e Target, bem como de consumidores.

O acordo da Pilgrim’s é o maior já acertado em mais de quatro anos de processos abertos por restaurantes, supermercados e distribuidores de alimentos sobre acusações de fixação de preços na indústria de carne de frango. Outro processo similar está pendente em um tribunal federal de Minneapolis que acusa Tyson, outra unidade da JBS e outros produtores de carne suína de conspiração para inflar preços por meio de limitação da oferta.

Moura Dubeux (MDNE3)

A incorporadora pernambucana Moura Dubeux registrou vendas de R$ 305 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2019, segundo prévia operacional divulgada na segunda-feira (11). O número de unidades vendidas subiu mais de 90%, passando de 398 para 761.

A companhia lançou seis empreendimentos nos últimos três meses do ano (Beach Class Summer Residence, Orquidário, Olhar Caminho das Árvores, Mirat Martins de Sá, Verdano e Artiz), totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) líquido de R$ 450,7 milhões. A Venda Sobre Oferta (VSO) dos lançamentos atingiu 30,2% no período.

Oi (OIBR3;OIBR4)
O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual (BPAC11) para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg.

A unidade, batizada de InfraCo, deve receber outras duas outras ofertas vinculantes, uma da Highline do Brasil, subsidiária local da Digital Colony, e outra da Ufinet, empresa da qual a italiana Enel possui uma fatia, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as discussões não são públicas.

A Oi planeja vender até 51% de sua subsidiária por um valor de no mínimo R$ 20 bilhões para a empresa inteira.

O CPPIB, o BTG, a Oi e a Digital Colony não quiseram comentar. A Ufinet não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A Oi tem trabalhado para vender ativos durante sua recuperação judicial, que começou em 2016, e levantou R$ 1,4 bilhão com a venda de torres e data centers no ano passado.

IMC (MEAL3)
A International Meal Company informou que recebeu a renúncia de Rodrigo Neiva Furtado e José Agote a cargos em seu conselho de administração, que deverão ser ocupados por Luiz Fernando Ziegler de Saint Edmond e Lucas Santos Rodas.

Log-in (LOGN3)

A Log-In Logística Intermodal informou que a subsidiária TVV venceu edital da Companhia de Docas do Estado do Espírito Santo para explorar provisoriamente a área número cinco do Porto Organizado de Vitória.

Enjoei (ENJU3)
A Enjoei comunicou que Marcos Antonio Pinheiro Filho será diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.

O executivo possui mais de 15 anos de experiências em finanças, compliance, e relações com investidores. Ele foi CFO da Smiles (SMLS3) até janeiro de 2020 e liderou áreas de finanças de grandes empresas no Brasil. Também foi executivo na Gol (GOLL4).

Guilherme Soares Almeida deixa o cargo de diretor de relações com investidores e Angela Aparecida Ferrante deixa o cargo de diretora financeira. Eles permanecem na administração da companhia sem designação estatutária.

Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Santander (SANB11)
Na semana passada, o Morgan Stanley realizou sua conferência anual em Miami com representantes de bancos de países latino-americanos, que contou com nomes de Brasil, México, Colômbia e Chile. Dos bancos brasileiros, participaram Itaú, Bradesco e Santander.

O Morgan Stanley afirma que os bancos brasileiros parecem positivos com as perspectivas para 2021, devido à recuperação econômica mais acelerada do que o esperado, forte resposta fiscal e volta da mobilidade. As perdas de empréstimos vêm sendo menores do que o esperado.

Os bancos esperam alta de entre 3,5% e 4% do PIB em 2021, e taxas de juros de 2,5% ao final do ano. Também esperam alta de 7% e 10% de empréstimos em 2021.

Presentes na reunião, Bradesco, Itaú e Santander, afirmaram que esperam crescer em ritmo acima da média. Mas ressaltaram a necessidade de ajuste fiscal para garantir uma recuperação forte.

Os bancos preveem que as margens irão se manter estáveis, ou aumentar em 2021, à medida que o fim do auxílio emergencial levará a mais busca por crédito com altas taxas de juros, impulsionadas também pela alta dos juros referenciais.
Com a retomada da economia, os bancos esperam ganhar mais com taxas. O Morgan afirma que o Bradesco parece ter os planos mais ambiciosos de cortes de custos para 2021. Itaú e Santander esperam altas nos gastos abaixo da inflação neste ano.

O Morgan Stanley diz esperar bom desempenho dos bancos brasileiros, e diz acreditar que a expectativa sobre ganhos por ação é demasiado negativa para o período de 2021 e 2022, por superestimar o impacto das fintechs, e subestimar o superciclo de commodities no país.

FONTE : INFOMONEY

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