Vereadores protocolam documento com pedido de decreto por liberação das atividades do comércio

Grupo de seis vereadores esteve reunido com o prefeito Daniel Alonso (PSDB) e com o secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, o Cassinho, na manhã de ontem (20), no Paço Municipal. Os edis pediram que o Executivo Municipal emita um decreto para a liberação das atividades do comércio em Marília.

“É claro que a intenção é seguir todos os cuidados. Queremos traçar regras de comportamento, distanciamento social, uso de máscaras e cuidados com a higiene, principalmente das mãos. Mas o fato é que parte dos comerciantes da cidade não pode ser impedida de trabalhar, sendo que uma outra parcela está com as suas atividades normais. Devemos considerar que a realidade de Marília não é a mesma de São Paulo. Neste momento, precisamos unir forças para evitar o fechamento de empresas”, destacou o vereador Wilson Alves Damasceno (PSDB).

O edil Evandro Galete (Podemos) disse que o grupo de seis vereadores, que além dele e do vereador Damasceno ainda conta com Marcos Custódio (Podemos), Maurício Roberto (Progressistas), José Carlos Albuquerque (PSDB) e João do Bar (Progressistas), quer se solidarizar com os comerciantes. “É injusto que lojas de material para construção, bancos, supermercados, postos de combustíveis, farmácias e feiras livres estejam funcionando e outros tipos de comércio não”.

João do Bar mencionou que é preciso atender os anseios da maioria da população e reabrir o comércio. “Estamos há 30 dias com o comércio fechado e muitos empresários estão a ponto de fechar suas portas. Isso acarreta dificuldades a todos os munícipes. É exatamente neste sentido que fomos pedir que o prefeito publicasse um decreto para liberar as atividades comerciais, sem aglomerações. Do jeito que está, quem não morrer de Covid-19 pode morrer de fome”.

Os parlamentares balizaram o pedido deles em indicadores da saúde, que apontam que os leitos dos hospitais da cidade não têm ocupação de 50% por pacientes com a Covid-19 e que o número de casos da doença não é grande.

Os vereadores argumentaram ainda que decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) garante a autonomia para prefeitos decidirem sobre questões ligadas ao funcionamento do comércio, de acordo com a situação de cada cidade.

FONTE : JORNAL DA MANHÃ

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