Visto para yonsei: 1% do limite da aceitação prevista

Após quase um ano do início da concessão de um novo tipo de visto para os descendentes de quarta geração residentes em diversos países do mundo, incluindo o Brasil, foram apenas 43 concedidos até 17 de junho, levantou o jornal Nikkei-Nihon Keizai.

O governo estabeleceu aceitação de 4 mil jovens yonseis por ano na ocasião da criação de novos vistos para atrair mão de obra estrangeira, no ano passado.

No entanto, o resultado ficou na casa de 1%, apesar do apelo de “ponte entre o Japão e a sociedade nikkei”. Se permite trabalhar em tempo integral, no fundo, é para suprir a escassez de pessoal no Japão.

Em São Paulo, onde tem a maior comunidade nikkei do mundo, o consulado geral japonês divulgou o novo sistema por meio de sessões informativas e reuniões de discussão com a comunidade, mas apenas 17 pessoas obtiveram esse status de residência.

“As condições são muito rígidas e há poucos candidatos. Não estamos recrutando yonseis”, declarou um representante da Fujiarte do Brasil, de São Paulo.

A comunidade nikkei brasileira no Japão, até o final do ano passado, tem 201.865 pessoas, sendo a quinta em tamanho populacional dentre as várias nacionalidades. Antes do Lehman Shock, em 2008, chegou a ter mais de 300 mil pessoas, ápice desde 1990 quando foi permitida a entrada pelo governo.

O ativista e deputado federal Kim Kataguiri declarou para o Nikkei que quando esteve no Japão em março deste ano pediu ao ministro Taro Aso para facilitar as condições para obtenção desse visto.

FONTE : PORTAL MIE

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